Zeebo e mais: conheça os consoles mais esquecidos de cada geração

Zeebo e mais: conheça os consoles mais esquecidos de cada geração

Quando observamos cada uma das gerações de consoles, é comum focarmos nos videogames que fizeram sucesso com o público. Porém, cada uma delas também possui uma ovelha negra que, por algum motivo, acabou ignorada pela comunidade em diversos países.

Quem não se lembra, por exemplo, do fracasso da Atari com o Jaguar? Ou da aposta da Tectoy com o Zeebo, que infelizmente não vingou?

Pensando nisso, o Voxel relembra agora os consoles esquecidos de cada geração e os motivos que colaboraram para o fracasso de cada um. Você conhece ou até já teve algum? Veja a lista a seguir!

Primeira geração – Home Pong

Home Pong pode ser considerado um dos consoles esquecidos da primeira geração. (Fonte: GQ/Reprodução)Home Pong pode ser considerado um dos consoles esquecidos da primeira geração. (Fonte: GQ/Reprodução)Fonte:  GQ/Reprodução 

Muitos certamente não vão se lembrar, mas lá na década de 1970, a Atari lançou um console focado especificamente no game Pong: o Home Pong. O projeto acabou não dando muito certo.

O produto vendeu relativamente bem se comparado com outros consoles do período, com um total de 150 mil unidades adquiridas. Porém, ainda assim esse número foi abaixo de outros consoles lançados na mesma época.

Segunda geração – Fairchild Channel F

Channel F foi o primeiro console a trazer entrada para cartuchos. (Fonte: YouTube/C/PMuseum/Reprodução)Channel F foi o primeiro console a trazer entrada para cartuchos. (Fonte: YouTube/C/PMuseum/Reprodução)Fonte:  YouTube/C/PMuseum/Reprodução 

Quando observamos a segunda geração de consoles, vemos que uma das plataformas menos populares entre o público é o Fairchild Channel F. O modelo é a prova de quem nem sempre a inovação acompanha o sucesso.

O Fairchild Channel F esteve na vanguarda do mercado e foi o primeiro console a usar cartuchos para rodar os games. Entretanto, isso não foi o bastante para colocar a plataforma em um lugar de destaque, especialmente após o lançamento do VCS/2600.

Terceira geração – Atari XEGS

Atari XEGS funcionava como console e como computador, apesar de não brilhar muito nas duas funções. (Fonte: ScreenRant/Reprodução)Atari XEGS funcionava como console e como computador, apesar de não brilhar muito nas duas funções. (Fonte: ScreenRant/Reprodução)Fonte:  ScreenRant/Reprodução 

Chegamos a uma das gerações das quais muitos já possuem memória, pois ela reservou espaço para sucessos como o Nintendinho e o Master System. Porém, ela também guarda algumas decepções, como o Atari XEGS.

O Atari XEGS chegou às lojas como um avanço para os fãs da Atari, já que essa plataforma trazia um design totalmente diferente para o 65XE. Ele também apareceu como um modelo híbrido, já que funcionava tanto como um videogame quanto como um computador.

Entretanto, o XEGS não recebeu uma grande quantia de jogos, além de ter sido mais ofuscado pelos concorrentes desenvolvido pela Nintendo e pela Sega.

Quarta geração – Philips CD-I

Philips CD-I tentou abraçar muitas coisas em seu pacote, e acabou falhando em muitas delas. (Fonte: Memória Bit/Reprodução)Philips CD-I tentou abraçar muitas coisas em seu pacote, e acabou falhando em muitas delas. (Fonte: Memória Bit/Reprodução)Fonte:  Memória Bit/Reprodução 

A quarta geração trouxe consoles de sucesso e outros bem duvidosos. Porém, nenhum videogame lançado entre o início dos anos 1990 e 1994 conseguiu ir tão mal quanto o Philips CD-I.

O Philips CD-I vinha com a proposta de funcionar tanto como um videogame quanto como uma estação multimídia. Entretanto, não se deu muito bem em nenhuma delas, caindo rapidamente no esquecimento para muitas pessoas.

Vale lembrar, inclusive, que essa plataforma também foi berço de alguns jogos de qualidade bem duvidosa, especialmente os baseados em franquias da Nintendo. Basta lembrar do que foi feito com Mario e Zelda nesse console para ter mais motivos que explicam o seu fracasso.

Quinta geração – Jaguar

Jaguar foi a última aposta da Atari no mercado de consoles. (Fonte: Time Extension/Reprodução)Jaguar foi a última aposta da Atari no mercado de consoles. (Fonte: Time Extension/Reprodução)Fonte:  Time Extension/Reprodução 

Verdade seja dita: depois do sucesso com os primeiros modelos do Atari, a companhia nunca mais conseguiu acertar a mão quando o assunto é videogame. Uma prova disso é o Jaguar, sua última aposta no mercado de consoles.

Infelizmente, o Jaguar não teve o sucesso esperado pela companhia, vendendo apenas 125 mil unidades em todo o mundo. Mesmo tentando oferecer uma experiência quase 64 bits utilizando recursos 32 bits, ele falhou inclusive por não receber vários games de qualidade.

Sexta geração – Dreamcast

Mesmo com games de sucesso, Sega não obteve um sucesso estrondoso com o Dreamcast. (Fonte: ScreenRant/Reprodução)Mesmo com games de sucesso, Sega não obteve um sucesso estrondoso com o Dreamcast. (Fonte: ScreenRant/Reprodução)Fonte:  ScreenRant/Reprodução 

Ok, aqui precisamos fazer uma ressalva: o Dreamcast está bem longe de ser uma péssima plataforma. Ele foi a última aposta da Sega no mercado de consoles e recebeu alguns títulos de peso, como Jet Set Radio, Shenmue e muitos outros.

Porém, a concorrência acirrada com o PlayStation 2 somado com o fato de a Sega ter lançado o Dreamcast muito no início da sexta geração acabou atrapalhando. Dessa forma, com “apenas” 9,13 milhões de unidades vendidas, a casa de Sonic desistiu de sua plataforma em 2001.

Sétima geração – Zeebo

Zeebo foi uma aposta da Tectoy, mas não levou muito tempo para cair na lista de consoles esquecidos. (Fonte: Hardware.com/Reprodução)Zeebo foi uma aposta da Tectoy, mas não levou muito tempo para cair na lista de consoles esquecidos. (Fonte: Hardware.com/Reprodução)Fonte:  Hardware.com/Reprodução 

Não dá para falar de consoles esquecidos de cada geração sem se lembrar de uma aposta da Tectoy para o mercado brasileiro: o inesquecível, mas fracassado, Zeebo.

Em seu desenvolvimento, o Zeebo vinha com a proposta de trazer acesso a alguns jogos antigos, como Quake 2, FIFA Soccer 09 e outros. Entretanto, muitos desses títulos já estavam extremamente datados quando foram lançados para essa plataforma.

Em uma tentativa de salvar seu projeto, a Tectoy chegou inclusive a realizar dois cortes de preço em menos de um ano (passando de R$ 499 para R$ 299). Porém, nada disso foi capaz livrar o Zeebo do fracasso e, consequentemente, o esquecimento.

Oitava geração – Wii U

Wii U não conseguiu repetir a fórmula de sucesso do Wii. (Fonte: Exame/Reprodução)Wii U não conseguiu repetir a fórmula de sucesso do Wii. (Fonte: Exame/Reprodução)Fonte:  Exame/Reprodução 

Fechando a nossa lista, temos um exemplo de que nem todas as ideias da Nintendo acabam funcionando. Sabemos que omitimos o Virtual Boy algumas gerações atrás, mas na oitava geração fica difícil defender o Wii U de cair na lista dos consoles mais esquecidos.

Após o sucesso do Wii, a Nintendo decidiu apostar em uma nova plataforma que traria como diferencial a opção de jogar direto na tela portátil. Porém, a proposta não agradou muito, fazendo dele um dos piores videogames em termos de venda para a casa de Mario, com apenas 13,6 milhões de unidades adquiridas.

E para você, quais são os consoles mais esquecidos de cada geração? Concorda com a nossa lista? Compartilhe a sua opinião com os demais leitores do Voxel usando as nossas redes sociais.

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@nvgazeta.com

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