Ruth e Raquel do mundo científico: seria a pseudociência a 'gêmea má' da ciência?

Ruth e Raquel do mundo científico: seria a pseudociência a 'gêmea má' da ciência?

“Eles não querem que você saiba, mas…” Quando foi que você ouviu essa afirmação pela última vez? Com vestes de verdade e liberdade, a pseudociência tem invadido nossas vidas. As redes sociais têm dado voz e espaço para teorias que podem parecer inofensivas, mas que podem causar muitos estragos na saúde e na qualidade de vida das pessoas.

Seria simples dizer que a pseudociência é a gêmea má da ciência, mas ela vai muito, além disso, ela pode ser perigosa e afetar significativamente a vida das pessoas.

Frases como “eles não querem que você saiba”, “o plano é destruir a humanidade”, “eles controlam você”, geralmente podem ser ouvidas antes de uma revelação bombástica que talvez te fará rir, ou então, te deixar pensativo por alguns dias. Afinal, basta uma meia-verdade para que seu cérebro passe a considerar a possibilidade.

As redes sociais podem ser uma fonte inesgotável de falsas informações.As redes sociais podem ser uma fonte inesgotável de falsas informações.Fonte:  Getty Images 

Fatores que desencadeiam as dúvidas sobre uma pseudociência ser plausível ou não, está nos seus divulgadores e na roupagem que eles utilizam para apresentar informações que nem sempre são verdadeiras.

São profissionais que se autodenominam ‘especialistas’, e que lançam informações que estão ao alcance de um rolar do feed da sua rede social. É mais fácil descredibilizar uma pessoa gritando na praça, do que uma figura de autoridade. Os argumentos utilizam roupagem científica afirmando que houve estudos, que a porcentagem “x” de participantes apresentaram um determinado comportamento.

O perigo da meia-verdade

A linha entre ciência e pseudociência é tênue, e muitas vezes, ambas nascem no mesmo berço. As teorias e hipóteses são desenvolvidas a partir da observação da realidade. Existe o conhecimento produzido pelo senso comum, pelas crenças, e por fim, pela ciência.

É de senso comum, por exemplo, que se você atravessar na frente de um carro em alta velocidade, o resultado será ruim para você.  As crenças são o conhecimento cultural passado de geração em geração, que pode ser herdado em núcleos familiares, de um povo ou de uma região.

Enquanto a crença te faz acreditar que algo acontece devido a uma força ou existência, o senso comum te faz validar a ocorrência desse fenômeno em diversas ocasiões. Nesse panorama, o papel da ciência é testar o fenômeno até obter a resposta sobre como ele acontece, porque acontece, o que ocasionou e se isso poderia ter outra explicação.

Nem sempre é fácil distinguir o que é ciência do que é pseudociência.Nem sempre é fácil distinguir o que é ciência do que é pseudociência.Fonte:  Getty Images 

A pseudociência para no “como ele acontece” e busca evidências para provar sua própria teoria ao invés de procurar explicações mais profundas. Explicações simplistas que, geralmente, não podem ser provadas, testadas à exaustão e que se bastam em sensacionalismo, tem cheiro e sabor de pseudociência.

A pseudociência movimenta um mercado milionário de produtos cuja eficácia não tem comprovação. Um objeto qualquer pode até não produzir risco para sua integridade física, mas quando ela está voltada para tratamentos de saúde, a conversa é outra.

Com a venda de curas por “métodos quânticos“, medicações, infusões e afins, os riscos se tornam gigantescos. Por isso, sempre busque fontes confiáveis de informação e aconselhamento com especialistas. Não interrompa tratamentos ou os substitua sem o conhecimento do seu médico.

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@nvgazeta.com

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