Congresso dos EUA proíbe funcionários de usarem a IA Copilot da Microsoft

Congresso dos EUA proíbe funcionários de usarem a IA Copilot da Microsoft

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos baniu o uso da inteligência artificial (IA) Copilot por funcionários do local. A medida passou a valer já na última sexta-feira (29) e impede o uso da plataforma equipes do próprio governo ou de parlamentares.

De acordo com o site Axios, o Copilot é considerado “não autorizado para uso pela Câmara”, que abriga tanto os deputados quanto os senadores do país. A equipe local deve realizar em breve configurações nas redes para bloquear o acesso à plataforma pela internet, além de removê-la das máquinas com Windows.

O Departamento de Cibersegurança foi quem orientou a medida, ao considerar o chatbot uma possível ameaça capaz de “vazar dados sigilosos para serviços de nuvem não autorizados”. Isso poderia acontecer, por exemplo, se funcionários ou políticos alimentassem o chatbot com textos, documentos ou dados considerados confidenciais.

O que diz a Microsoft

De acordo com uma nota enviada ao Axios, a Microsoft reconhece que o Legislativo “tem maiores requisitos de segurança para dados”. A companhia não deve recorrer ou reclamar da decisão, mas já tem uma carta na manga.

Em breve, o Copilot vai ganhar uma versão mais segura e privada, voltada em especial para uso por agências e setores do governo que exigem restrições no armazenamento de dados. A ideia é que essa modificação seja lançada até o final de 2024 e, posteriormente, avaliada para reverter o banimento.

A interface do chatbot Copilot.A interface do chatbot Copilot.Fonte:  Microsoft 

O ChatGPT, da OpenAI, já tem uso restrito por lá: apenas a versão paga é permitida, por manter os dados nos próprios dispositivos e não usá-los para treinar a IA ou transferir as informações para outros ambientes.

A Apple também já proibiu o ChatGPT para uso interno com receio de que informações privadas fossem acidentalmente divulgadas pela plataforma.

A mesma Câmara recentemente aprovou também o banimento ou a venda de redes sociais de origem chinesa no país, como o TikTok. O motivo é uma preocupação com privacidade e uso de dados dos usuários, em especial para possível espionagem de um país que não é aliado.

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@nvgazeta.com

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